Festival Y#14 – Abertura com Joana Guerra, a 15 de junho

Joana Guerra_creditos-Isis Araujo

15.junho.2018 > 21h30

Covilhã > Teatro das Beiras [café-teatro]

Apresentação do Programa completo do Festival Y#14 – festival de artes performativas e abertura com concerto de Joana Guerra.
Joana Guerra, cantora e violoncelista, com um percurso artístico interessante entre a improvisação e a composição. Guerra consegue a união iluminada entre a canção e a electro acústica que estabelece em ‘Cavalos Vapor’ – segundo disco a solo com edição da Revolve de Novembro 2016 – um tratado de encanto. Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico.
É das intérpretes mais transversais no universo lisboeta e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro, na dança ou na colaboração intensa com a cena de improvisação livre.

Ficha artística:
Voz, violoncelo, eletrónica: Joana Guerra

Reservas para 968 057 137 ou para o email quartaparedeartesperformativas@gmail.com

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Festival Y#14 – festival de artes performativas | Apresentação e Abertura

Cartaz Festival Y#14Conceção cartaz: José Manuel Castanheira

Festival Y#14 – festival de artes performativas decorre de 15 de junho a 8 de dezembro de 2018.

15 de junho – apresentação da programação completa do Festival, seguindo-se concerto a solo com a cantora e violoncelista Joana Guerra. Às 21h30, no Café-Concerto do Teatro das Beiras [Covilhã].

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Festival Y#11 – festival de artes performativas | 8 a 25.outubro.2014

conceção cartaz: José Manuel Castanheira

conceção cartaz: José Manuel Castanheira

A 11ª edição do Festival Y ocorre no ano em que se comemora o 40º aniversário do 25 de abril. A revolução de abril permitiu-nos a diversidade de opiniões, o acesso à arte de um modo plural e, essencialmente, permitiu-nos confrontar ideias. Não foi fácil este caminho, por um lado já longo e por outro tão breve. Tanto foi o que se fez e tanto o que ainda teremos de realizar… Porque para nós é importante assinalar esta data, a programação do Festival Y dedica dois espetáculos ao 25 de abril, trazidos pelas estruturas Teatro do Vestido e Mundo Perfeito/Tiago Rodrigues. Mas é todo o ecletismo e diversidade que procuramos através da música, da dança, do teatro e da residência artística, bem como das temáticas, e que nos traz uma vez mais a diferenciação e a complementaridade, marcas do Festival Y, nas quais sempre quis ser referencial. É esta pluralidade de ideias, de estéticas, de criadores que nos agrada e por isso a temos como matriz fundamental na Quarta Parede.

Rui Sena, diretor artístico

Programa Festival Y#11 – festival de artes performativas:

8.outubro.2014 [4ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Teatro do Vestido > Fragmentos de Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas”

crédito foto: TdV

crédito foto: TdV                                                 2h30m | teatro | maiores 12 anos

Fragmentos de Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas
Sobre a ditadura portuguesa, a revolução e o processo revolucionário

Este projeto performativo parte de uma pesquisa sobre algumas das memórias da história recente de Portugal, numa perspetiva histórica, política e afetiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes três períodos/acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Keith Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que temos vindo a construir as palestras performativas que fazem parte deste museu, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espetáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham ‘realmente’ passado
O facto de o ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.
“Há um acordo secreto entre as gerações passadas e a geração atual”.
Walter Benjamin
Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça, ou algo semelhante, são os ativistas, os cientistas sociais, os historiadores, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vista – reescrever a história.
Apresentamos no Festival Y#11 fragmentos de um projeto mais amplo, que estreará no final do ano, e ao qual chamámos “Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas”. A presente seleção de materiais inclui as palestras performativas: “Arquivos Invisíveis da Ditadura Portuguesa”, “Sobre o Silêncio Persistente”, “Português Entrecortado” e “Quando é que a Revolução Acabou?”.

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10.outubro.2014 [6ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Mário Franco Trio

crédito foto: Lino das Neves   1h30m | música/jazz | maiores 6 anos

crédito foto: Lino das Neves                               1h30m | música/jazz | maiores 6 anos

Mário Franco, Sérgio Pelágio e André Sousa Machado conheceram-se enquanto alunos da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal no início dos anos 80. Desde logo, mostraram uma enorme empatia musical que os levou a criar o Art Jazz Trio, grupo marcante e influente na história do Jazz feito em Portugal.
Continuaram a encontrar-se regularmente em diferentes formações lideradas por outros músicos tais como Mário Laginha, Bernardo Sasseti, Carlos Martins ou Andy Sheppard e nunca perderam contacto artístico.
Em 2009, voltaram a reunir-se como Trio para uma atuação no Hot Clube de Portugal e não mais voltaram a separar-se.
Desenvolvem desde então um repertório muito particular e extenso que inclui arranjos de standards e composições originais para construir um som de grupo e uma capacidade de interplay que os distingue no atual panorama do Jazz nacional e internacional. As influências do grupo são muito diversas e abrangentes e espelham as carreiras individuais dos três músicos: Mário Franco, contrabaixista mas igualmente bailarino e compositor regular para peças de dança e cinema, André Sousa Machado, baterista mas colaborador regular com músicos de outras áreas tais como Fausto ou Rão Kyao, Sérgio Pelágio guitarrista e fundador da companhia de teatro/dança Real Pelágio compondo frequentemente para dança.

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11.outubro.2014 [sábado] > 16h | Covilhã > Pelourinho [percurso Pelourinho-Jardim]
Xaral’s Dixie

créditos reservados 1h | música/jazz | todas as idades

créditos reservados                                                       1h | música/jazz | todas as idades

Este projeto nasceu no final de 2008, baseado num grupo de amigos, que já tocavam juntos noutros projetos musicais e que a determinada altura, influenciados pelo gosto do estilo Dixie, se decidiram a experimentar tocar uns temas Dixie.
A sensação foi tão boa que ainda hoje quando tocamos esses temas, sentimos a mesma emoção das primeiras vezes.
Somos oito elementos e o nosso objetivo é simples, divertirmo-nos e divertir as pessoas com este estilo tão alegre e desconcertante, sustentado num fraseado melódico, quase sempre alegre, definitivamente bem disposto e sempre com a liberdade que está na base do estilo Dixie.

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14.outubro.2014 [3ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Rafael Alvarez > sweetSKIN

crédito foto: Susana Paiva 50min. | dança | maiores 12 anos

crédito foto: Susana Paiva                                   50min. | dança | maiores 12 anos

“sweetSKIN” é um solo criado e interpretado pelo coreógrafo Rafael Alvarez, cuja matéria incide num encontro improvável entre a personagem de um skinhead com as Suites para Violoncelo Solo de Bach, procurando refletir sobre os nossos ‘modos de ver’ e perspetivar a realidade. De que forma equívocos e preconceitos se corporalizam nas coisas que julgamos conhecer, tomando o todo pela parte? Como se constroem novas narrativas para um corpo, um lugar ou uma imagem que já ‘re-conhecemos’, subvertendo e desconstruindo estereótipos? “Nem sempre aquilo que parece é” ou “não julgues um livro pela sua capa” são algumas das ideias chave que o coreógrafo desenvolve nesta criação, cuja estreia teve lugar em 2010 no Centro Cultural de Belém (coprodução Centro Cultural de Belém) acompanhado ao vivo na sua versão original pelo violoncelista Nuno Abreu.
“sweetSKIN” foi apresentado em Lisboa (Centro Cultural de Belém), em Coimbra no Festival Citemor (Teatro da Cerca de São Bernardo), em Madrid (Teatro Pradillo), em Natal (Encontro Internacional de Dança Contemporânea), em São Paulo (Fórum Internacional de Dança do Estado de São Paulo) e em Buenos Aires.

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16.outubro.2014 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Tiago Rodrigues/Mundo Perfeito > Três dedos abaixo do joelho

crédito foto: Magda Bizarro 75min. | teatro | maiores 12 anos

crédito foto: Magda Bizarro                                   75min. | teatro | maiores 12 anos

No arquivo da Torre do Tombo, Tiago Rodrigues encontrou um arquivo enorme da censura exercida sobre o teatro durante o regime fascista. Entre milhares de textos de teatro submetidos ao exame dos censores do Secretariado Nacional de Informação, Tiago Rodrigues ficou particularmente interessado nos relatórios escritos pelos próprios censores onde explicam os cortes ou proibições de textos e encenações.
A ironia por trás de Três dedos abaixo do joelho é que transforma os censores em dramaturgos, usando os seus relatórios como o texto de um espetáculo que é uma máquina de censurar poética e absurda. De alguma forma, aqueles que oprimiram a liberdade artística e política do teatro deixaram-nos uma herança que nos pode ajudar a redescobrir o perigo e a importância do teatro na sociedade.
Este espetáculo foi escolhido pelo jornal Público como um dos 10 melhores apresentados em Portugal em 2012 e foi nomeado para os prémios SPA na categoria de Melhor Texto Português Representado e Melhor Espetáculo de Teatro, tendo sido premiado pela última nomeação. Foi galardoado na categoria Melhor Espetáculo de Teatro de 2012 pelos Globos de Ouro.

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21.outubro.2014 [3ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Rui Catalão > A exaustão da confiança

créditos reservados 1h | peça-conferência | maiores 12 anos

créditos reservados                                                      1h | peça-conferência | maiores 12 anos

A exaustão da confiança

A partir de textos de Richard Dawkins e de Samuel Johnson, uma reflexão sobre a desagregação da solidariedade social, e da própria vida em comum, a partir do momento em que deixamos de estar em contacto com os corpos anónimos com quem nos relacionamos através da net.

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23.outubro.2014 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Mariana Tengner Barros > The Trap

crédito foto: Marco Pires aprox. 45min. | dança/performance | maiores 16 anos

crédito foto: Marco Pires                                             c. 45min. | dança/performance | maiores 16 anos

THE TRAP surge no sentido de continuar a trabalhar sobre a temática da identidade do corpo e o poder da sua representação na arte e nos media, explorando a sua relevância nos fenómenos sociais da “fama”, “aparência” e “simulacro”. THE TRAP é uma armadilha, sobre a derradeira armadilha (a sociedade do espetáculo) e as aberrações que propõe, a felicidade que induz, o modo como as pessoas se representam e se mostram, as tensões entre “parecer” e “ser”, o glamour e a sua destruição, o ridículo que emerge nos processos de construção e desconstrução da nossa própria imagem e identidade. Um dos pontos paradigmáticos dessa construção de identidade, passando pelo crivo do “vencer” e “conseguir”, prende-se de facto com o fenómeno sócio-televisivo atualmente hiper-acentuado da “ fama” e do “ ícone”. Interessa-me escavar essas maneiras de apresentar e “enfeitar” o corpo, de o promover com o fim de “ser-sucesso” (seja o que representar para o indivíduo). Este “ser-sucesso” demonstra ser a manifestação quase patológica da ideologia do progresso/capitalismo. Em derradeira análise, e em tom jocoso, estaremos perante essa longínqua ressaca iluminista, se “ser-sucesso” for o último patamar do progresso.

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25.outubro.2014 [sábado] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Pé de Pano/Peter Michael Dietz > Medo de ser matéria

crédito foto: Helder Milhano 45min. | teatro/dança | maiores 12 anos

crédito foto: Helder Milhano 45min. | teatro/dança     maiores 12 anos

Este solo tem por base ideias muito simples.
Hoje, o que somos nós neste mundo? O que nos move e o que nos prende? O que nos estimula e o que nos restringe?
O Ser e o Corpo são a Matéria deste espetáculo.
Aqui voltamos ao Corpo.
Ao corpo real e virtual, quotidiano e performativo. Ao Corpo em Metamorfose. Ao Corpo Sangue. Ao Corpo Pensamento. Ao Corpo Olho. Ao Corpo Desejo. Ao Corpo em queda.
Pergunto e desafio-me: hoje, o que sou eu como performer, como criadora, nesta cidade, neste país, neste mundo?
No sentido de mantermos uma reflexão aberta e universal a PédePano – Associação convidou o criador Peter Michael Dietz para dirigir o processo de pesquisa e de criação.
Maria Belo Costa

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 27|28|29|30.novembro.2014 | Covilhã 

Residência artística “O mundo visto da lua”, com direção de José Manuel Castanheira

A residência artística “O mundo visto da lua” pretende juntar cenógrafos, profissionais do espetáculo e estudantes das várias áreas artísticas, incluindo as ciências da cultura e a arquitetura para, em conjunto, discutirem e elaborarem, em ambiente de oficina, questões à volta da criação de um projeto transdisciplinar. Durante 4 dias tentamos organizar e projectar linhas de ação, métodos e ferramentas para um futuro espetáculo inovador. Os trabalhos desenvolvem-se à volta de temáticas provenientes da literatura e deambulam por linguagens como a dramaturgia, cenografia, vídeo, cinema e a iluminação, com especial incidência no recurso às novas tecnologias digitais.