Festival Y#14 > Masterclass de Fotografia com Augusto Brázio e Nelson D’Aires

cartaz masterclass

COVILHÃ > 29 e 30 setembro | 6, 7, 13, 14, 20 e 21 outubro. 2018

INSCRIÇÕES EM:
https://viagensnaminhaterra.pt/masterclass/

+ INFOS EM:
https://viagensnaminhaterra.pt/masterclass/
ou quartaparedeartesperformativas@gmail.com

Prazo de candidatura até 21 de Setembro 2018

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Festival Y#14 – festival de artes performativas > Programa

Cartaz Festival Y#14

O festival Y marca uma vez mais presença nas cidades de Covilhã e Castelo Branco. Através dele, a região pode assistir a espetáculos que de uma forma muito específica marcam a geografia da criação artística contemporânea. Grande parte dos criadores que apresentamos está pela primeira vez no Y, como João Garcia Miguel, Yola Pinto, João Martinho Moura e o músico António Rafael (do conhecido grupo Mão Morta), Joana Guerra ou o coletivo Estupendo Inuendo. Raquel André, Tiago Cadete e a Teresa Silva já tinham sido apresentados no nosso 1º andar-mostra de criadores emergentes, uma aposta que muito nos orgulha termos organizado, e voltam agora com um percurso já deveras reconhecido entre os jovens criadores nacionais. Leonor Keil retorna ao Y como coreógrafa depois de ter participado noutras edições como bailarina.

Apostamos também no cruzamento com a fotografia através dos olhares sobre o território de Augusto Brázio e Nelson D’Aires. A residência dos dois fotógrafos no concelho da Covilhã integra ainda uma masterclass e irá culminar em 2019 com a edição de duas publicações.

A partir do universo temático “Cartografias-do interior para o exterior e vice-versa”, o Y Públicos volta a promover a mediação, sensibilização e formação de públicos através de várias ações artístico-pedagógicas e, também, de encontros com artistas.

Por todas estas razões, é um prazer renovado podermos desfrutar de mais uma edição, a 14ª, junto dos nossos públicos.

Rui Sena, diretor artístico

Programa Festival Y#14 – festival de artes performativas:

15.junho.2018 [6ª feira] > 21h30 | Covilhã > Teatro das Beiras [café-teatro]
Joana Guerra

Joana Guerra_creditos-Isis Araujo

Crédito foto: Isis Araújo

Joana Guerra, cantora e violoncelista, com um percurso artístico interessante entre a improvisação e a composição. Guerra consegue a união iluminada entre a canção e a electro acústica que estabelece em ‘Cavalos Vapor’ – segundo disco a solo com edição da Revolve de Novembro 2016 – um tratado de encanto. Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico.

É das intérpretes mais transversais no universo lisboeta e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro, na dança ou na colaboração intensa com a cena de improvisação livre.

Ficha artística:

Voz, violoncelo, eletrónica: Joana Guerra

Música | Duração: 50 min. | Classificação etária: maiores 6 anos

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19.junho.2018 [3ª feira] > 11h | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Leonor Keil > “Bianca Branca”

Dirigido a público escolar do Ensino Pré-Escolar

Bianca Branca_creditos-Jose Frade

Crédito foto: José Frade

Inspirado no conto “Bianca” de Fausto Gilberti

Branco é a cor preferida da Branca

Há quem diga que branco é uma cor sem ser cor.

Numa empolgante e envolvente confissão

Branca

conta-nos os seus pequenos prazeres, sonhos, medos, desejos todos eles de cor branca.

Quando menos esperamos

podemos ser surpreendidos por um sentimento muito forte

e de repente, o mundo fica de pernas para o ar.

Mas muito mais humano e principalmente mais colorido.

Ficha artística

Coreografia: Leonor Keil  | Cenografia e Figurino: Henrique Ralheta | Desenho de Luz: Wilma Moutinho | Sonoplastia: Sérgio Milhano | Interpretação: Marta Cerqueira | Assistente de Cenografia e Figurino: Sebastião Soares | Elaboração de Cenário: Joana Areal | Produção executiva e agenciamento: Culturproject

Dança | Duração: 25 min. | Classificação etária: maiores 3 anos

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9.outubro.2018 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Tiago Cadete > “Pangeia – a partir dos irmãos Grimm”

Dirigido a público escolar do Ensino Básico (1º e 2º Ciclo)

Pangeia©CatarinaEspiga

Crédito foto: Catarina Espiga

PANGEIA é uma viagem sonora e visual pelo universo dos irmãos Grimm em que o palco se transforma num museu imaginário de objetos curiosos, através de sons escutados em headphones. Os objetos remetem para o imaginário dos contos fantásticos, como a floresta cheia de armadilhas, a magia negra da bola de cristal ou os feitiços da bruxa má. Nesta viagem, acompanhada por dois investigadores, vamos descobrir o ponto de vista dos objectos que ilustram os contos. Para isso teremos de seguir as pistas, como fizeram Hansel e Gretel com as migalhas que deixaram no caminho, para poderem depois voltarem a casa.

PANGEIA é um espetáculo para o público juvenil que reúne em palco várias linguagens como o teatro, a dança e as artes visuais, recuperando assim a ideia dos Gabinetes de Curiosidades criados no século XVI que reuniam objectos raros e artefatos da biologia, tornando-­se nos percursores dos museus de arte. A coleção aqui apresentada tem contornos ficcionais: 4 mesas e 200 objetos que representam cada conto.

Ficha artística

Criação e Instalação visual/sonora: Tiago Cadete | Pesquisa de projeto: Tiago Cadete, Jonas Lopes, Leonor Cabral & Bernardo de Almeida | Interpretação: Bernardo de Almeida, Leonor Cabral & João de Brito | Voz off: Alfredo Martins, Ana Mendes, Bruno Alexandre, Alexandre Huca, Catarina Vieira, Célia Jorge, Crista Alfaiate, David Marques, Fabíola Lebre, Isabél Zuaa, Joana Barros, João de Brito, João Sousa, João Villas-Boas, Luís Puto, Marco Paiva, Marina Ana Filipe, Miguel Damião, Paula Diogo, Raquel André, Solange Freitas, Tânia Alves, Tiago Bôto e Wagner Borges | Figurinos: Carlota Lagido | Direção técnica: Nuno Patinho & Carlos Ramos | Projeto financiado por: GDA  – Apoio de Criação | Coprodução: Culturgest – Fundação CGD | Produção e Difusão: EIRA

Cruzamentos | Duração: 50 min. | Classificação etária: maiores 6 anos

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23.outubro.2018 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Estupendo Inuendo > “Ele Tem Uma Guitarra e Eu Não Tenho Nada”

Dirigido a público escolar do Ensino Básico (3º Ciclo) e Secundário

Estupendo Inuendo

créditos reservados

Ele Tem Uma Guitarra e Eu Não Tenho Nada é um espetáculo em que se contam estórias. Sim, leram bem. Não são histórias. São estórias. Trágicas, urbanas, negras. Que nunca aconteceram na realidade mas que acontecem todos os dias nas cabeças dos dois personagens que as vão contar: um rockeiro ex-foleiro e um indigente obediente.​

Dois atores, duas cadeiras, duas bananas e uma guitarra contam e cantam estórias a partir do seu universo pessoal. As estórias – assim como toda a ação – são ornamentadas com um trabalho depurado da palavra e do movimento, acompanhados pela musicalidade da guitarra e das vozes e artilhados de comédia, melodrama, clown, poesia e uma relação ímpar com o público.

Ficha artística

Texto: Alexandre Sá | Música: Luís Almeida | Interpretação: Alexandre Sá e Luís Almeida | Dramaturgia, Encenação e Figurinos: Estupendo Inuendo | Projeto Gráfico: Diogo Dias | Fotografia: Pedro Santos | Vídeo: Jworks | Apoio: Clown Laboratori Porto, Nuvem Voadora | Produção: Estupendo Inuendo, Cabe-Cave Associação Cultural

Teatro/Música | Duração: 6o minutos | Classificação etária: maiores 12 anos

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31.outubro.2018 [4ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida
Filipe Pereira e Teresa Silva > “Nova Criação”

NOVA CRIACAO_©brunosimao

Crédito foto: Bruno Simão

Começámos esta Nova Criação a formar arquivo, confiando que se captássemos o que fazíamos, poderíamos olhar para o que já aconteceu e assim, tentando não perder o fio à meada, procurar pistas que nos informassem sobre o que poderíamos construir para a frente. A cada nova dança a dois gravámos e projetámos na parede de fundo a filmagem da vez anterior. A partir daqui desenvolvemos um dispositivo cénico que é uma possível materialização do movimento de ida do agora para o passado e para o futuro. Uma mise en abyme ou túnel temporal, que permite ver o que se repete e o que varia, revelando o caminho de construção desta peça.

O curioso é que, entusiasmados a responder ao processo, exageramos, e quanto mais nos filmamos, mais nos reproduzimos e mais nos desmultiplicamos, correndo o risco de confundir imagem e realidade.

Filmar é tentar sobreviver, mas é também mostrar uma morte. Daí surge a necessidade de reformulação constante, porque precisamos sempre de continuar. Não é?

Ficha artística

Direção artística, interpretação, cenografia, figurinos e vídeos de arquivo: Filipe Pereira e Teresa Silva | Direção técnica e desenho de luz: Frederico Godinho | Desenho de som: Rui Dâmaso | Acompanhamento artístico na residência de Novembro 2015: Sabine Macher | Coprodução: Teatro Maria Matos/Festival Temps d’Images Lisboa | Apoio à criação: Circular Associação Cultural e Materiais Diversos | Apoio a residências: 23 Milhas – Fábrica Ideias, Gafanha da Nazaré, Devir/CAPa, Materiais Diversos/Centro Cultural do Cartaxo e Escola Superior de Dança, O Espaço do Tempo e Walk&Talk – Festival de Artes/Teatro Micaelense | Registo videográfico do espetáculo: Mariana Bártolo | Registo fotográfico: Alípio Padilha, Bruno Simão e Maria Gomes | Agradecimentos: André e. Teodósio, David Cabecinha, Horta Seca e O Espaço do Tempo

Dança | Duração: aprox. 50 min.  | Classificação etária: maiores 6 anos

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15.novembro.2018 [5ª feira] >21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
João Martinho Moura e António Rafael > “NaN: Collider”

nan_collider

Créditos reservados

“NaN:Collider” é um projeto dos artistas António Rafael e João Martinho Moura, dedicado à ciência, às artes e à exploração espacial. Os dois artistas propõem a exploração de dados, técnicas, algoritmos e representações, inspiradas no contexto da pesquisa e desenvolvimento da exploração espacial, criando um concerto audiovisual imaginário. NaN é um tipo de dados numérico que representa um valor indefinido ou não representável, algo impossível de calcular. Collider refere-se a um conceito oposto, algo muito concreto, usado como ferramenta de pesquisa em física de partículas, acelerando as partículas a uma energia cinética muito alta. Os artistas transportam o público ao longo de viagem pelo espaço profundo, começando na terra, explorando formações de galáxias espirais terminando num misterioso tipo de buraco negro, um universo estético minimalista.

Ficha artística

Projeto de António Rafael e João Martinho Moura

Multimédia | Duração: aprox. 35 minutos | Classificação etária: maiores 12 anos

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17.novembro.2018 [sábado] > 17h | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Yola Pinto > “Poeira de Estrelas”

Dirigido a famílias

Poeira_creditos-AnaRitaMendes

Crédito foto: Ana Rita Mendes

Poeira de Estrelas é uma viagem que pretende devolver a experiência de descoberta e de maravilhamento. A partir de gestos, movimentos e materiais elementares o público é convidado a fazer parte do espetáculo, experimentando-o por dentro.

Poeira de Estrelas explora a ideia de que todos somos feitos de matéria estelar, desde o mais pequeno átomo à imensidão do universo.

É um jogo de escalas onde o todo e as partes se refletem entre si e se desdobram continuamente em múltiplas possibilidades.

Ficha artística

Coreografia e interpretação: Yola Pinto | Música: Noiserv | Conceção Plástica: Sara Franqueira | Desenho de Luz: Cristóvão Cunha | Apoio à dramaturgia: Rui Catalão | Produção e direção do projeto: Tânia M. Guerreiro | Produção: [PI ]Produções Independentes | Coprodução: São Luiz Teatro Municipal | Produções Independentes é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes | Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian | Espetáculo criado no âmbito do projeto Viagem na Terra

Dança/Música | Duração: 40 minutos | Classificação etária: maiores de 6 anos

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24.novembro.2018 [sábado] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Sofia Neuparth/CEM > “Sopro”

Sopro de_Play Bleu

Crédito foto: Play Bleu

SOPRO é um estudo do nascer do gesto que traz ao encontro a alegria de ser movimento! Não se é corpo sozinho.

O prazer de esticar um braço, rebolar, olhar para o céu, tocar o ar, sentir a terra a beijar os pés…dançar. Há uns anos fui descobrindo que o movimento pode fazer-se gesto e que a dança poderia ser a poesia do gesto. Cada forma que se vai fazendo forma, dança a dança que dança…assim possa…e ninguém sabe o que pode um corpo! Seja corpo água, pássaro, luz, nuvem, flor, erva, som, insecto, girafa, peixe. Nunca ressoou em mim a tristeza dos humanos (muitos deles supostamente dedicados à “dança”) quando expressam a incapacidade de “criar” um momento dançante… não que em Sofiez a dança se faça linda e brilhante a todo o momento mas a alegria, o amor de poder dançar, o agradecimento de poder dançar é uma força imensa!

Acompanhei ao longo do caminho da existência vidas complicadas em que o movimento não podia mesmo aparecer, em que o corpo físico se viu enjaulado numa imobilidade cruel. Bem dentro do meu coração acompanhei os últimos anos de quem amo muito, alguém que em criança era selvagem e aventureira e atrevida, alguém que se foi fechando numa concha de não movimento até que qualquer gesto se tornou impossível…e nós humanos aqui a desperdiçar a vida, a inventar complicações que justifiquem a nossa falta de girar, gritar, saltar, existir!

O SOPRO é um grito, um sussurro, uma canção, um beijo, um sopro de amor de existir…não é uma boa dança ou uma dança feia ou…é dança, com a companhia de quem vibra lado a lado, a Margarida na atmosfera e o Bruno na música, e sabem porque danço? porque posso! E que o mundo dance! que a dança dance! que o corpo possa!

Ficha artística

SOPRO é um Solo de dança de Sofia Neuparth | Atmosfera em presença: de Margarida Agostinho | Música: de Bruno de Azevedo | Produção: c.e.m – centro em movimento, Cristina Vilhena | Imagens do projecto: Play Bleu

Dança | Duração: 60 minutos (aprox.| Classificação etária: maiores 6 anos

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29.novembro.2018 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras 
Raquel André > “Colecção de Amantes”

Raquel Andre-ColeccaoAmantes_fotoTiagodeJesusBras

Crédito foto: Tiago de Jesus Brás

Raquel André colecciona coisas raras. Entre Lisboa, Ponta Delgada, Rio de Janeiro, Loulé, Minde, Paredes de Coura, Sever do Vouga, Ovar, Manaus, Barreiro, Bergen, Stavanger e Oslo já coleccionou 153 amantes (até Abril 2018), pessoas de todas as nacionalidades, géneros e idades, que aceitaram encontrar-se com ela num apartamento desconhecido para ambos e, em uma hora, construíram uma intimidade ficcionada, capturada pela memória e por fotografias. A cada cidade por onde viaja coleciona mais amantes, o espetáculo vai acumulando os novos encontros. As fotografias e os detalhes destes encontros são o conteúdo do espectáculo, que conta o que esta colecção de relações pode significar. O que estamos à procura quando encontramos alguém? Na era do e-mail, facebook, instagram, tinder e grinder, tornámo-nos hábeis em ficcionar intimidades. Postamos o que comemos, o que beijamos, onde vamos, o que pensamos e lemos, o que gostamos e não gostamos – tudo traduzido em views, likes e comments.
A colecção de Raquel é o resultado de uma obsessão pelo fascínio dos terabytes de informação que existem no minúsculo movimento do outro. É uma reflexão sobre intimidade que é explorada de um para um e amplificada em palco, tudo real e tudo ficcionado. Cada vez que a porta se abre para um novo amante, Raquel André cai no abismo que é o outro, e ficção e realidade confundem-se. Cada encontro é real. O flirt é real. A intimidade parece ser mais real do que ficcionada. E Raquel, coleccionadora obcecada, guarda cada encontro na sua colecção peculiar, efémera e infinita.

Este trabalho faz parte do seu projeto de Colecção de PessoasColecção de AmantesColecção de ColeccionadoresColecção de Artistas e Colecção de Espectadores.

Colecção de Amantes – OPEN CALL COVILHÃ um convite de Raquel André para um encontro a dois: Convido todas  as pessoas interessadas a fazerem parte desta Colecção – todos os géneros, maior de 18 anos. Convido-te para durante uma hora, ficcionarmos uma intimidade, criarmos uma situação ficcionada do que é uma intimidade para ti numa relação a dois, e documentarmos esse momento com pelo menos uma fotografia. Esta Colecção é uma vertigem das possibilidades de um encontro entre duas pessoas, será um prazer conhecer-te. 

Encontros a decorrer na Covilhã nos dias 26 e 27.novembro.2018, em local e horário a anunciar às pessoas inscritas. Para + info contactar a Quarta Parede.

Ficha artística

COLECÇÃO DE AMANTES de Raquel André | Criação: António Pedro Lopes, Bernardo de Almeida e Raquel André | Música: noiserv | Desenho de Luz: Rui Monteiro  | Adaptação de Luz e Direção Técnica em Tour: Eduardo Abdala, Carin Geada | Desenho de Som: João Neves | Produção Executiva: Mónica Talina

Teatro | Duração: 60 minutos | Classificação etária: maiores 16 anos

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5.dezembro.2018 [5ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine Teatro Avenida
João Garcia Miguel > “A Casa de Bernarda Alba”

Casa Bernarda Alba_fotoJoaoGarciaMiguel

Crédito foto: João Garcia Miguel

“Neste momento dramático, o artista deve rir e chorar com o povo. É preciso largar o molho de lírios e mergulhar até à cintura na lama para ajudar os que buscam lírios. De minha parte, tenho uma necessidade genuína de me comunicar com os outros. Por isso bati às portas do teatro e agora dedico a ele todos os meus talentos.”

Federico Garcia Lorca

 

Sinto a poesia, a vida, o olhar e a missão artística de Federico Garcia Lorca como uma conexão profunda com a terra e o corpo. Esses são como parceiros e cúmplices de sempre, antigos. A ligação com a escrita e o universo de Lorca é um entendimento do cosmos, uma herança perdida e reencontrada que se funda na lama em que se mergulha, procurando a sementes de flores. E música. A escolha de A Casa de Bernarda Alba é um apelo contra o isolamento que aumenta no mundo. É por isso um libelo, um resistir. Regressam as “Bernardas Albas” crescendo à luz cruel dos nossos dias, como monstros que despedaçam vidas. As “Bernardas Albas” fecham as casas, que é como quem diz, as nossas instituições e são a cada dia mais coercivas. As oportunidades não iguais para todos. Propagam discursos onde subentendem mecanismos de repressão e censura como se defendessem liberdades. Fazem-nos confusos. A diminuição da liberdade do indivíduo é uma atividade diária, uma sucessão de acontecimentos que não se conseguem repudiar e que nos acometem e acantonam em “existências prisão”. O medo. A ameaça da “morte do pai” – aquele que nos pode salvar e conduzir a um futuro melhor e brilhante é constantemente invocado. Fazem-nos órfãos do futuro e do passado. A exacerbação do presente ameaçador e perigosos é uma força que asfixia e atrofia os músculos do entusiasmo e da vontade de viver. Por oposição natural, a força da terra e da Deusa Mãe reacende-se e ressurge de modo confuso e paradoxal. O medo do corpo que se infantiliza e recusa morrer, procurando fixar-se num perpétuo presente imutável, amplia a perceção dos cinco sentidos. Na peça, é a morte do pai que precipita a clausura e opressão das mulheres. No mundo, é a separação do passado e a desagregação do presente que levanta sentimentos de desproteção e autoriza a escalada da opressão. Ao futuro só chegaremos se formos obedientes e cumprirmos todas as regras. As que existem e as que ainda serão criadas. As irradiações de poderes autoritários disfarçados de democracia, exercem crescente influência limitadora da liberdade individual. O gigantismo das grandes instituições e estruturas sociais adaptadas a uma globalização invasiva, desenvolvem formas de despotismo aberto, sem pudor nem freio que as contenham. É o poder das novas ditaduras sociais que em nome da segurança, impõem ao cidadão global regras de conduta e de transparência que condenam a intimidade e a privacidade – como Bernarda Alba o exerceu em sua casa. Essas novas formas de poder surgem associadas às ordens e regras que as instituições sociais nos vão suave e gentilmente agrilhoando. O corpo e a terra precisam de falar. Demos-lhe a voz que Lorca nos deixou.

Ficha artística

Texto Original: Federico García Lorca | Direção e Espaço Cénico: João Garcia Miguel | Elenco (ainda por confirmar): Sean O’Callaghan, Sara Ribeiro, Paula Liberati, Duarte Melo | Figurinos: Rute Osório de Castro | Assistência à Encenação: Rita Costa e Eurico D’Orca | Direção de Produção em Portugal: Georgina Pires | Consultoria de Imagem e Comunicação em Portugal: Alcina Monteiro | Apoio Técnico: AUDEX | Uma coprodução: Companhia João Garcia Miguel, Teatro Ibérico, DGARTES | Governo de Portugal, Teatro-Cine de Torres Vedras, Junta de Freguesia do Beato | IEFP

Teatro | Classificação etária: maiores 12 anos

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julho-dezembro.2018 | Concelho da Covilhã
Augusto Brázio e Nelson D’Aires > Residência de Fotografia “Viagens na Minha Terra”

Projeto de continuidade 2018-2019

SOLAR

Crédito foto: Nelson D’Aires

EXPERIENCIAR E VER O CONCELHO PELA COMUNIDADE E PELA CULTURA DA COVILHÃ

Com o projeto “Viagens na Minha Terra”, os autores fotógrafos, sempre que desafiados a explorar fotograficamente um novo concelho, são confrontados com os problemas: identidade, território e expectativa. Neste projecto, os autores, trabalham em vários planos, mas talvez o que mais o caracteriza e define, é o de mostrarem, primeiro, o seu trabalho, as suas experiências e emoções, ao povo que o viu ser feito, e que se interroga: Estes, que nos visitam, que imagem fazem de nós? Esta é a pergunta latente por quem se cruza com os autores, seja como observador ou como fotografado. Augusto Brázio e Nelson d’Aires sabem que, “o verdadeiro conteúdo de uma fotografia é invisível, porque deriva de um jogo, não com a forma, mas com o tempo” (John Berger, 1972). Em cada viagem o jogo é lançado. A performance da fotografia oscila na variação da intensidade entre a consciência dos pólos de ausência e presença.

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Y PÚBLICOS 2018 -EIXO DE PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICO-PEDAGÓGICA

O Y PÚBLICOS valoriza o envolvimento e participação dos públicos (crianças, jovens e adultos) no sentido da sensibilização e formação para e com as artes contemporâneas. Propõe-se um conjunto de ações orientadas pela transversalidade entre as artes performativas e outras áreas artísticas, do conhecimento e da vida e conectadas com os espetáculos e atividades do Festival Y#14.

Laboratório de Artes Performativas para Seniores

Neste laboratório dirigido a seniores (> 50 anos) os participantes serão envolvidos numa pesquisa sobre identidade territorial guiada pelas linguagens do teatro, da narração de histórias e das artes visuais.

De 19.junho a dezembro (1 sessão semanal) Horário: 16h00 Local: Centro Ativ’Idades da Covilhã Monitoras: Sílvia Pinto Ferreira e Joana Marques

Atividade gratuita sujeita a inscrição

 

Oficinas Interseções

Oficinas intergeracionais dirigidas à partilha e exploração de materiais e tópicos levantados no Laboratório de Artes Performativas para Seniores. Contempla 1 oficina aberta à comunidade em geral e 3 oficinas com turmas do Pré-Escolar e do Ensino Básico.

Oficina com Comunidade em geral: 06.outubro / 16h00 / Centro Ativ’Idades da Covilhã

Oficinas com público escolar: data e horário a agendar com as escolas.

Atividade gratuita sujeita a marcação

 

Masterclass de Fotografia “Viagens na Minha Terra”

Masterclass integrada no projeto “Viagens na Minha Terra” dos fotógrafos Augusto Brázio e Nelson d’Aires com várias ações no Festival Y#14 e Y#15. A juntar à possibilidade de compreender aspectos próprios da fotografia, a formação inclui explorações fotográficas no terreno e permite a construção de vários projetos pessoais com acompanhamento dos fotógrafos-formadores.

Público-Alvo: Pessoas interessadas em fotografia profissionais ou não > 16anos

Início: 29.setembro (sessões realizadas ao fim-de-semana, calendário a anunciar)

Duração: 36 horas, divididas em 9 sessões de 3 horas cada. Preço: 25€/Público em geral 12,50€/Estudantes

 

Comunidade de Espetadores

Depois da 1ªedição no Y#13, estão de regresso os encontros entre espetadores e equipas artísticas à volta de 3 espetáculos do Festival Y#14.

Público-Alvo: público em geral Local: Café-concerto do Teatro das Beiras

Dias: Poeira de Estrelas de Yola Pinto > 17.novembro > 15h00

          Sopro de Sofia Neuparth/CEM > 24.novembro > 21h30

          Colecção de Amantes de Raquel André > 29.novembro > 21h30

[após espetáculo, excepto em Sopro que será antes do espetáculo]

Mediação: Sílvia Pinto Ferreira

 

CARTOGRAFIAS I

Apresentação de exercício performativo a partir da pesquisa sobre identidade territorial desenvolvida pelos participantes do Laboratório de Artes Performativas para Seniores.

Público-Alvo: público em geral Dia: 08.dezembro Local: Auditório do Teatro das Beiras Horário: 21h30

Atividade gratuita sujeita a marcação

Festival Y#14 – Abertura com Joana Guerra, a 15 de junho

Joana Guerra_creditos-Isis Araujo

15.junho.2018 > 21h30

Covilhã > Teatro das Beiras [café-teatro]

Apresentação do Programa completo do Festival Y#14 – festival de artes performativas e abertura com concerto de Joana Guerra.
Joana Guerra, cantora e violoncelista, com um percurso artístico interessante entre a improvisação e a composição. Guerra consegue a união iluminada entre a canção e a electro acústica que estabelece em ‘Cavalos Vapor’ – segundo disco a solo com edição da Revolve de Novembro 2016 – um tratado de encanto. Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico.
É das intérpretes mais transversais no universo lisboeta e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro, na dança ou na colaboração intensa com a cena de improvisação livre.

Ficha artística:
Voz, violoncelo, eletrónica: Joana Guerra

Reservas para 968 057 137 ou para o email quartaparedeartesperformativas@gmail.com

Festival Y#14 – festival de artes performativas | Apresentação e Abertura

Cartaz Festival Y#14Conceção cartaz: José Manuel Castanheira

Festival Y#14 – festival de artes performativas decorre de 15 de junho a 8 de dezembro de 2018.

15 de junho – apresentação da programação completa do Festival, seguindo-se concerto a solo com a cantora e violoncelista Joana Guerra. Às 21h30, no Café-Concerto do Teatro das Beiras [Covilhã].

Acompanha aqui todas as novidades!

Festival Y#13 – festival de artes performativas | Programa

cartaz Y#13O Festival Y, nas edições anteriores, mapeou uma grande parte da criação contemporânea portuguesa e também estrangeira. Com a 13ª edição queremos consolidar a mostra de criadores portugueses, numa programação que apresenta pela primeira vez a maioria dessas estruturas e performers nas cidades da Covilhã e de Castelo Branco. Sinalizamos neste Festival alguns dos mais importantes espetáculos contemporâneos estreados nos últimos tempos em Portugal. Numa programação que procuramos que seja equilibrada nas várias disciplinas artísticas, não esquecemos a mediação através de ações artístico-pedagógicas dirigidas a diferentes segmentos de público. Queremos em cada Festival construir um lugar em que a cultura seja cada vez mais a ponte de convergência na diversidade de cada espetáculo, tal como a própria letra Y que parte de um ponto e se dilui em várias estéticas.

Rui Sena, diretor artístico

Programa Festival Y#13 – festival de artes performativas:

23.novembro.2017 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Noiserv

noiserv

Três anos depois da edição do último longa duração, noiserv regressa com disco novo. 00:00:00:00 é o nome do sucessor de “Almost Visible Orchestra”, e é descrito pelo músico lisboeta como “a banda sonora para um filme que ainda não existe, mas que talvez um dia venha a existir”. É um disco diferente daquilo que noiserv nos tem habituado, a “orquestra de sons” que tão bem lhe conhecemos deu lugar ao som de um piano tocado a muitas mãos, enquanto da sua voz vemos sair, nos temas não instrumentais, histórias em português. O artwork ganha uma posição de destaque onde a sua total transparência, de cor mas não de contéudo, reforça a ausência do filme ainda por fazer com a história de qualquer um de nós. Oito canções perfazem 00:00:00:00, um dos discos mais conceptuais do músico lisboeta. “VINTE E TRÊS” é o segundo single, depois de em finais do mês passado ter sido apresentada a música “SETE”. O lançamento está marcado para o dia 28 de Outubro e o concerto de apresentação será a 10 de Novembro no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa. Com quase 12 anos de existência, noiserv, “homem-orquestra”, ou banda de um homem só, tem vindo a afirmar-se como um dos mais estimulantes projetos da nova geração de músicos portugueses. No currículo conta com o bem sucedido disco de estreia “One Hundred Miles from Thoughtlessness” [2008], o EP “A Day in the Day of the Days” [2010], e “Almost Visible Orchestra” [2013], disco distinguido como melhor do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores e recentemente reeditado internacionalmente pela editora francesa naive, casa mãe de projetos como Yann Tiersen, M83, entre muitos outros.

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29.novembro.2017 [4ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Amarelo Silvestre > “Canas 44”, com direção de Victor Hugo Pontes

amarelo silvestre_Canas44©José Caldeira

Neste espetáculo há uma personagem que chega e há uma personagem que parte. Uma quer construir uma vida nova e a outra quer partir para ganhar mundo. Em comum, o mesmo lugar, Canas de Senhorim, que nunca é mencionado e, por isso, Canas é todos os lugares. Têm ainda em comum o número quarenta e quatro – anos de idade. A partir daqui constrói-se um universo autoficcional que especula sobre pessoas, lugares, ruas, que já não existem ou que estão em vias de desaparecimento, numa constante enumeração dessa memorabillia, como um movimento contínuo entre utopia e catástrofe, como se ressuscitar os mortos fosse uma forma de inscrevê-los na História.

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5.dezembro.2017 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã >Auditório Teatro das Beiras
Graça Ochoa e Alberto Carvalhal > “Viúva Papagaio”

viuva papagaio_pormenor

Esta é a história de uma viúva que parte em busca de uma herança e de um papagaio que vive sem liberdade. Tudo parecia um mar de rosas, mas a viagem complica-se… entre aventuras e atribulações a Srª Cage acaba por “bater no fundo”… Não fosse o amor dedicado ao papagaio James e a história teria um trágico desfecho!

Um espetáculo criado a partir do conto infantil “A Viúva e o Papagaio” de Virginia Woolf, considerado por muitos um hino de amor aos animais e atual­mente recomendado como leitura autónoma para o 5º ano de escolaridade pelo Plano Nacional de Leitura.

Nesta peça, a viúva é também papagaio e o papagaio é também viúva. A riqueza de um é a riqueza do outro, a liberdade de um é a liberdade do outro.

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7.dezembro.2017 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Companhia Paulo Ribeiro > “Um solo para a sociedade”

co.paulo ribeiro_um solo_antonio cabrita e sao castro

Um solo para a sociedade é a primeira peça de António Cabrita e São Castro enquanto diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro. Nesta peça, criada a partir do monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Süskind, os dois coreógrafos procuram aprofundar a reflexão sobre como as pessoas ocupam um território comum, abordando problemáticas que norteiam a condição humana, tais como o amor, a liberdade, a escolha, a identidade; ampliando o gesto como movimento elaborado e exteriorizado dessa reflexão. O confronto do eu e dos outros, do barulho e do silêncio, em som visível no corpo. Um solo diante da sociedade, o público. Um público que observa o indivíduo, um intérprete que observa a sociedade.

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16.janeiro.2018 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Pé de Pano > “Danças a Nascer”

mariabelocosta_danças a nascer

Danças a Nascer é um espetáculo que liga a Dança e a força sonhadora das imagens sugeridas pelas palavras. Constrói-se a partir das perguntas: como podem as Danças Nascer? ou, de onde partimos para criar uma coreografia? Tendo uma componente visual muito forte, explora o Desenho em tempo real e a Dança que, em conjunto ou de forma alternada, vão modificando o espaço que tão depressa é concreto como logo a seguir se torna abstrato e poético. Brinca-se com sensações e emoções, a suavidade, a curiosidade, a alegria, a velocidade, a fúria, o ser pequeno e muito comprido, rastejar ou voar. Brinca-se com histórias tão antigas como o nascimento e a evolução do tempo, do homem e da linguagem. Num movimento cúmplice, aquele que parece ser o espaço exclusivo da performer transforma-se: os meninos são solicitados para a cena como num jogo, para experimentarem, apelando à sua memória, cores, sons, papel, ao seu próprio movimento e corpo. O Espetáculo torna-se Oficina, por momentos, mas volta a si. A performer recupera o seu lugar. E tudo poderia entretanto recomeçar…

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18.janeiro.2018 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Hotel Europa > “Portugal Não É Um País Pequeno”

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Portugal Não É Um País Pequeno reflete sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, em particular a vida dos antigos colonos portugueses através dos seus testemunhos reais. O texto deste espetáculo foi criado através de um processo de verbatim, que significa copiado palavra por palavra, o que se traduziu na escrita de um texto de teatro que utiliza fielmente as palavras das pessoas entrevistadas sobre a sua vida em África no Período Colonial Português. A metodologia seguida combinou a recolha de testemunhos dessas pessoas e uma detalhada pesquisa de historiográfica, criando um texto que retrata a complexidade da história recente em Portugal, no caso do fim do colonialismo português. Com este trabalho quero investigar histórias reais que se tornaram memórias e que com o tempo foram herdadas; estou interessado em situações onde as pessoas reais contribuem para contestar e reconstruir identidades culturais; estou interessado na forma como o teatro pode contribuir para a reescrita da história, dando voz a um grupo silenciado, trabalhando assim na transmissão da memória entre gerações.

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19.janeiro.2018 [6ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida
Rui Horta > “Vespa”

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Uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria conceção do registo público e privado.  Este solo é uma possibilidade, uma fractal, marca fugaz.

Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite hoje a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência.
Ou é ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja.

Uma vespa dentro da cabeça, um zumbido a roer o pensamento.

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27.janeiro.2018 [sábado] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
João Cardoso e Victor Gomes > “Adapted to Y&Y”

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Um par de corpos, dois criminosos, dois amantes, dois pares de mãos. Par que procura apaziguar-se a si e ao conjunto, par que procura uma identidade comum, resultado de uma adaptação de Bonnie&Clyde, dois criminosos que marcaram a história do crime Americano, tornando-se personagens mediáticas. Num palco com um toque “hollywoodesco” dois bailarinos lançam-se descobrindo um bailado, uma performance pictórica que tenta visualizar uma história já antes contada.

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31.janeiro.2018 [4ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras              2.fevereiro.2018 [6ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida
Mafalda Saloio > “Brisa ou Tufão”

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Brisa ou Tufão é um espetáculo de teatro sobre a força e a leveza do ar que nos rodeia. Sobre a importância de conviver com o invisível que sopra. De rasgar janelas e celebrar o ar! Dependendo da sorte geográfica, emocional e humana, este ar pode fazer-nos brisa ou tufão.
Uma mulher viaja por entre terras, mede o ar e areja lugares. Para prevenir catástrofes, ensinar-nos a conviver com este invisível suave e rebelde da vida. O que fazemos quando temos taquicardia, quando estamos cabisbaixos, quando o lufa-lufa do quotidiano nos tira o ar?
Brisa ou Tufão é um espetáculo que nos fala de como resistir celebrando a vida.
Uma “técnica de leveza e bem-estar” que traz dentro do seu Kit soluções caseiras para tornar tudo mais simples.
Um espetáculo sobre a beleza das coisas simples.

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Y PÚBLICOS -EIXO DE PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICO-PEDAGÓGICA

Y PÚBLICOS integra uma programação artístico-pedagógica conectada com os espetáculos do Festival Y#13 que valoriza o envolvimento e participação de diferentes segmentos de público (crianças, jovens e adultos), no sentido da sensibilização e formação para e com as linguagens mais emergentes das artes performativas. 

COMUNIDADE DE ESPETADORES, mediação de Sílvia Pinto Ferreira                           Um espetáculo reúne uma comunidade efémera. Lado a lado, corpo a corpo, durante um aqui e agora circunstancial, o público separa-se com aplausos. MAS e se o público ficar e partilhar entre si os seus diferentes encontros com o espetáculo? Quantos encontros mais surgirão? A Comunidade de Espetadores consiste em encontros entre espetadores para partilha de sentidos e perspetivas sobre quatro espetáculos do Festival Y#13.

29.11.2017 > Canas 44 / Amarelo Silvestre
07.12.2017 > Um solo para a sociedade /Companhia Paulo Ribeiro
18.01.2018 > Portugal não é um país pequeno / Hotel Europa
31.01.2018 > Brisa ou Tufão / Mafalda Saloio
Local: Café-concerto do Teatro das Beiras | Duração: 40 min. (após espetáculo) – sujeito a inscrição

 

CURSO Uma pequena história da performance, dirigido por Magda Henriques  

Ação de formação orientada por Magda Henriques na qual se estabelece uma aproximação à história da Performance, identificando alguns dos traços definidores deste género artístico e explorando, sobretudo, alguns dos seus momentos particularmente intensos.

20 e 21.01.2018 > 10h às 13h e das 15h às 18h
Público-alvo: público em geral >16 anos e estudantes universitários (sujeito a inscrição)

 

OFICINAS DRAMATÚRGICAS Canas 44, dirigidas por Fernando Giestas/Amarelo Silvestre

27 e 28.11.2017 > Café-concerto do Teatro das Beiras

Público-alvo: Turma do Ensino Secundário e Grupo de Seniores

 

ENSAIO ABERTO seguido de Conversa com Equipa Artística

Um solo para a sociedade /Companhia Paulo Ribeiro

07.12.2017 | Auditório Teatro das Beiras

Público-alvo: Estudantes do ensino secundário e ensino artístico

 

OFICINAS DE MOVIMENTO Danças a Nascer, dirigidas por Maria Belo Costa

17, 18 e 19.01.2018

Público-alvo: Turmas do Pré-escolar

Local: Escolas do Ensino Pré-escolar

Festival Y#12 – festival de artes performativas

Cartaz Y12Iniciamos a 12ª edição do Festival Y com um olhar sobre o impacto que o seu aparecimento teve sobre a região. O país mudou, as incertezas são muitas, mas continuamos firmes a acreditar que é o conhecimento, através das ferramentas que as várias culturas nos dão, que serão o leitmotiv para a transformação do país. A humanidade tem evoluído através dos conteúdos que milhares de criadores das mais diversas disciplinas artísticas têm disponibilizado e que hoje reconhecidamente são aplicadas a áreas diferenciadas. Por isso e apesar de todas as dificuldades que o tecido cultural sofre, acreditamos que o caminho percorrido através da transversalidade dos conteúdos que mapeamos ao longo dos anos, nas mais diversas disciplinas e cruzamentos, contribuíram para que a cidade e a região ficassem mais perto dos centros de criação do país e da Europa. Nessa perspetiva o programa traduz as nossas inquietações, resultantes das fragilidades dos tempos que percorremos. Mas é a urgência da vivência coletiva destes tempos que queremos partilhar com o público.

Rui Sena, diretor artístico

Programa Festival Y#12 – festival de artes performativas:

12.novembro.2015 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
David Marques > “KIN”

david marques_kin

Ao filmar o documentário L’Inde Fantôme (1968), Louis Malle constatou que, intrigada pela presença estrangeira da equipa de filmagem, a população indígena, que ele filmava, olhava diretamente para a câmara. Malle partia do desejo de decifrar as formas de parentesco primitivo (kinship), para descobrir a necessidade de refletir sobre o seu próprio cinema. Neste solo, a dança funcionará como mais do que uma ferramenta antropológica clássica para entender o “nativo”. Aqui é a linguagem do “estrangeiro” que o torna “nativo”. Kin investiga o ato de documentar o outro, e a dança dos estrangeiros e dos nativos que rodeiam a câmara. O solo será uma experiência mediada pelos desejos cruzados que um corpo, e não uma câmara, pode fazer aparecer como um só. Kin nega o objeto fechado em frente da câmara, e em vez disso dança o que insiste em ser reaberto.

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14.novembro.2015 [sábado] > 15h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Teatro de Ferro > “O Soldadinho”

teatro de ferro_o soldadinho

O espetáculo consiste na adaptação para Teatro de Marionetas, Objetos e Formas Animadas do conto de Hans Christian Andersen, transformando assim os soldadinhos de chumbo e outros brinquedos do passado nos atuais heróis do futuro. É uma tentativa de atualização da forma, sem danificar a essência do conto, do amor impossível entre o soldado e a bailarina, desta espécie de Romeu e Julieta em brinquedo.

Os contos de fadas carregam consigo uma enorme diversidade de signos inconscientes; não esquecendo este importante aspeto, não será sob este prisma que abordaremos o conto, mas sob o ponto de vista da teatralidade das situações, das emoções, das personagens.

Retomando a estrutura do conto de Hans Christian Andersen, O SOLDADINHO fala-nos de um amor a sério entre um soldado e uma bailarina de brincar. A manipulação de objetos, as pequenas máquinas de cena e outras engenhocas articulam-se no dispositivo cénico – pequena máquina de contar histórias – em que os atores são simultaneamente maquinistas e passageiros.

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14.novembro.2015 [sábado] > 22h | Covilhã > Café-teatro Teatro das Beiras
Django Tributo sexteto de hot jazz

django tributo

Criado na Associação Cultural do Imaginário para celebrar o centenário do nascimento de Django Reinhardt no Festival Jazz na Cidade, em Évora, 2010, o Django Tributo – Sexteto de Hot Jazz pratica de forma arrojada, aberta e imaginativa um repertório do que hoje se chama jazz manouche ou gypsy jazz, com recurso à improvisação e virtuosismo instrumental característico desta expressão musical. Uma voz feminina, à semelhança das que o próprio Django Reinhardt tantas vezes acompanhou, interpreta grande parte do repertório, em particular, versões no original em francês de canções compostas sobre algumas das suas mais célebres composições, como Nuages e Douce Ambiance.

Como acontecia nas diferentes formações do Quintette du Hot Club de France, este repertório inclui temas oriundos do jazz que na época se tocava nos Estados Unidos, originais de Django Reinhardt e muitas chansonettes que nos anos pré e pós II Guerra Mundial saltaram dos cabarets da noite parisiense para as ondas hertzianas da rádio e para as 78 rotações do vynil. Hoje alargado a temas tradicionais do leste europeu e Balcãs, este repertório é pretexto para a expressividade típica de um jazz acústico muito centrado nas cordas, um jazz sans tambours ni trompete, como Stéphane Grapelli gostava de lhe chamar.

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17.novembro.2015 [3ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Teatro do Calafrio > “Empresta-me o revólver até amanhã”

calafrio_empresta-me um revolver ate amanha

“Empresta-me um revólver até amanhã” parte da uma leitura peculiar de duas pequenas peças de Anton Tchekhov: “O Canto” do Cisne e “Trágico à força”. Nesta revisitação, o ponto Nikita ocupa o centro da trama. Ele vive no teatro, vive do teatro. O teatro é ele. Conhece muitas peças de cor e é o guardião da memória do teatro. É no seu teatro, nos bastidores, que se encontra com o actor Vassili Vassilitch (que se deixou dormir após a actuação da noite) e se confronta com as recordações e angústias de um velho actor de passado glorioso. Na segunda parte, o veraneante Ivan Ivanovich, sobrecarregado de tarefas, procura um amigo para desabafar sobre sua deplorável condição de vítima. Ivanovitch é escravo de um trabalho extenuante porque todos lhe pedem que transporte os mais estranhos objectos. Ivan Ivanovitch fala da sua amarga condição. Nikita, o ponto, representa o papel de Muraskhin, num crescendo de tragédia. Talvez o ponto seja ainda mais trágico do que a personagem Ivanovitch. Talvez este seja uma personagem criada por Nikita, o ponto. Talvez o ponto seja um verdadeiro trágico. Talvez Nikita tenha sempre desejado ser um actor. Trágico.

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19.novembro.2015 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Tania Arias > “danza más cabra (The Horn of Plenty Dress Fall/Winter 2015)”

tania arias_danza mas cabra

danza más cabra  surge a partir de uns cornos e em estreita relação com o mundo da moda, especialmente com a figura de Alexander McQueen. O anti-discurso como motor para seguir em movimento. O acessório e o que é acessório tomam o protagonismo. As diferentes linguagens do movimento são tratadas como um acessório ou um complemento adicional. Em cada apresentação Tania Arias convida um colaborador próximo para que remate consigo este traje que é a obra.

No Citemor 2015 The Horn of Plenty Dress – Summer 2015 fez a primeira entrega de danza más cabra, com Sindo Puche.

No Festival Y#12, na Covilhã, Mauricio González e Santiago Rapallo acompanham esta nova entrega, The Horn of Plenty Dress – Fall/Winter 2015.

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24.novembro.2015 [3ª feira] > 15h | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Casa da Esquina > “O meu país é o que o mar não quer”

casa da esquina_o meu pais

Este espetáculo de teatro documental nasceu da estadia de Ricardo Correia em Londres, em 2013, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e é construído a partir do seu relato pessoal incidindo nos testemunhos de emigrantes portugueses qualificados recolhidos através de entrevistas, cartas, fotos e e-mails. Estes testemunhos são de pessoas que conheceu em Londres e que tiveram de sair de Portugal devido às medidas de austeridade da TROIKA e do Governo Português, ou que deixaram o País por vontade própria mas que agora não conseguem regressar por falta de perspectivas de futuro no país de origem.

É a sua estória, a história de uma geração dividida entre partir e ficar.

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24.novembro.2015 [3ª feira] > 22h | Covilhã > Café-teatro Teatro das Beiras
TGB Trio, com Sérgio Carolino, Mário Delgado e Alexandre Frazão

tgb trio

Os TGB apresentam Evil Things, o segundo álbum editado pela Clean Feed. A troupe da tuba, guitarra e bateria confirma-se como uma proposta a ter seriamente em conta no espectro geral da música criativa, ao lado dos News For Lulu de John Zorn ou do Tiny Bell Trio.

O formato instrumental é invulgar, mas ainda mais o que os elementos constituintes (Sérgio Carolino, Mário Delgado e Alexandre Frazão) dos TGB fazem com ele. Quando estamos na presença de uma tuba e não existe um contrabaixo à vista, presumimos que as suas funções são substitutivas deste. Errado: executante de renome internacional com actividade partilhada entre a música erudita (clássica e contemporânea) e o jazz, Carolino utiliza a sua ferramenta de trabalho tanto ritmicamente como para construir melodias enquanto solista. Este vai e vem nos parâmetros musicais do trio redifine também os papéis dos seus companheiros. A guitarra de Delgado ora estabelece malhas de suporte, ora coloca-se à frente, de algum modo evidenciando a formação deste veterano músico da cena nacional com John Abercrombie e Bill Frisell e o seu gosto por guitarristas que fizeram largo uso da distorção e do “feedback” como Jimi Hendrix e Jimmy Page (Led Zeppelin). Na bateria, Frazão é muito mais do que um marcador de tempos e métricas, ou não tivesse estudado com o mestre Max Roach, o mais melódico dos percussionistas da história do jazz. A nível de abordagens e de escolha de repertório este projecto revela-se único: com composições dos próprios ou pedidas emprestadas ao “songbook” jazzístico, à música popular portuguesa e ao rock, erigiu uma música muito actual e multifacetada, com largo espaço para a improvisação e um notável equilíbrio entre os préstimos individuais e o chamado “efeito de grupo”.

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26.novembro.2015 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Sofia Dinger > “A Grande Ilusão”

sofia dinger_a grande ilusao

(Uma atriz apropria-se das palavras de um realizador e propõe uma peça de teatro sobre a arte e a vida. Ensaia os seus oitenta anos.)

“Ao escolher um Mestre, o melhor é escolher um que seja grande. Isto não quer dizer que estamos a comparar-nos. Significa, simplesmente, que estamos a tentar aprender alguma coisa com ele”, disse Jean Renoir. E eu segui o conselho, escolhendo-o como um dos meus Mestres.  Encontro-me com ele na sua desconfiança no que toca a planos demasiado definidos, partilho a sua incapacidade de seguir uma linha. “Amo o meu caos”. Percebo “a personagem secreta, misteriosa, que age ao arrepio das nossas vontades”, que engole a partir de dentro e de que ele tanto fala. E procuro a exaltação do estado de vida, a volúpia, a violência de um corpo em desejo deitado nas margens pinceladas dum rio. Confio que “há um momento em que a criação nos escapa.” E que é nesse momento que estou. Entretanto, recorro ao Mon petit théâtre e construo na companhia do Mestre que escolhi, apropriando-me da sua receita de felicidade: “amar muito a realidade”. “Memórias inventadas são as que melhor vivem em nós” porque “tu és o outro e… nada mais.” E não tenho a certeza se o que acabei de escrever é mesmo verdade ou, talvez, uma “grande ilusão”.

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Híbridos – reflexão e debate

Considerando o Festival Y como um acontecimento privilegiado de congregação de pessoas, ideias e diferentes olhares sobre o Mundo, Híbridos surge como um novo espaço de programação direcionado para a reflexão e debate sobre dimensões temáticas consideradas prioritárias a nível global a partir de diferentes áreas do conhecimento e das artes.
No contexto da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024) proclamada pela ONU, esta primeira realização de Híbridos foca-se no universo da afrodescendência em Portugal e propõe um conjunto de atividades heterogéneo que pretende sensibilizar para as problemáticas sociopolíticas que este tema abrange, bem como propiciar uma partilha de ideias ampla e documentada, motivada por diferentes perspetivas cinematográficas, literárias e musicais.

Cinema
2.dezembro > 21h30 > Li Ké Terra de Filipa Reis, João Miller Guerra e Nuno Baptista
9.dezembro > 21h30 > Fato completo ou Á procura de Alberto de Inês de Medeiros
Local: UBI > Cinubiteca

Literatura
Comunidade de Leitores *
Neste espaço de liberdade, os livros serão a estrela mais alta. Mas não estarão sozinhos. Os livros transportam conceções do mundo e da vida passíveis de ajudar na construção de uma realidade mais justa. Estes serões à volta das palavras tenderão a ser reveladores das diferenças que nos unem, basta que cada um/a traga consigo a vontade e o sonho.

21.novembro > 21h > autores moçambicanos
19.dezembro > 21h > autores angolanos
16.janeiro > 21h > autores caboverdeanos
23.janeiro > 21h > Conversa/Debate com convidados
Local: Teatro das Beiras [café-teatro]

*participação sujeita a inscrição. Interessados/as deverão entrar em contacto por email [qp@quartaparede.pt] ou telefone [969 785 312]

Música
15.janeiro > Encontros com Beatoven Paranoise

A influência da música hip-hop como foco de intervenção social e de contaminação de culturas em debate entre o músico e produtor musical Beatoven Paranoise e dois grupos de adolescentes.
Locais: Escolas Secundárias