Festival Y#13 – festival de artes performativas | Programa

cartaz Y#13O Festival Y, nas edições anteriores, mapeou uma grande parte da criação contemporânea portuguesa e também estrangeira. Com a 13ª edição queremos consolidar a mostra de criadores portugueses, numa programação que apresenta pela primeira vez a maioria dessas estruturas e performers nas cidades da Covilhã e de Castelo Branco. Sinalizamos neste Festival alguns dos mais importantes espetáculos contemporâneos estreados nos últimos tempos em Portugal. Numa programação que procuramos que seja equilibrada nas várias disciplinas artísticas, não esquecemos a mediação através de ações artístico-pedagógicas dirigidas a diferentes segmentos de público. Queremos em cada Festival construir um lugar em que a cultura seja cada vez mais a ponte de convergência na diversidade de cada espetáculo, tal como a própria letra Y que parte de um ponto e se dilui em várias estéticas.

Rui Sena, diretor artístico

Programa Festival Y#13 – festival de artes performativas:

23.novembro.2017 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Noiserv

noiserv

Três anos depois da edição do último longa duração, noiserv regressa com disco novo. 00:00:00:00 é o nome do sucessor de “Almost Visible Orchestra”, e é descrito pelo músico lisboeta como “a banda sonora para um filme que ainda não existe, mas que talvez um dia venha a existir”. É um disco diferente daquilo que noiserv nos tem habituado, a “orquestra de sons” que tão bem lhe conhecemos deu lugar ao som de um piano tocado a muitas mãos, enquanto da sua voz vemos sair, nos temas não instrumentais, histórias em português. O artwork ganha uma posição de destaque onde a sua total transparência, de cor mas não de contéudo, reforça a ausência do filme ainda por fazer com a história de qualquer um de nós. Oito canções perfazem 00:00:00:00, um dos discos mais conceptuais do músico lisboeta. “VINTE E TRÊS” é o segundo single, depois de em finais do mês passado ter sido apresentada a música “SETE”. O lançamento está marcado para o dia 28 de Outubro e o concerto de apresentação será a 10 de Novembro no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa. Com quase 12 anos de existência, noiserv, “homem-orquestra”, ou banda de um homem só, tem vindo a afirmar-se como um dos mais estimulantes projetos da nova geração de músicos portugueses. No currículo conta com o bem sucedido disco de estreia “One Hundred Miles from Thoughtlessness” [2008], o EP “A Day in the Day of the Days” [2010], e “Almost Visible Orchestra” [2013], disco distinguido como melhor do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores e recentemente reeditado internacionalmente pela editora francesa naive, casa mãe de projetos como Yann Tiersen, M83, entre muitos outros.

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29.novembro.2017 [4ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Amarelo Silvestre > “Canas 44”, com direção de Victor Hugo Pontes

amarelo silvestre_Canas44©José Caldeira

Neste espetáculo há uma personagem que chega e há uma personagem que parte. Uma quer construir uma vida nova e a outra quer partir para ganhar mundo. Em comum, o mesmo lugar, Canas de Senhorim, que nunca é mencionado e, por isso, Canas é todos os lugares. Têm ainda em comum o número quarenta e quatro – anos de idade. A partir daqui constrói-se um universo autoficcional que especula sobre pessoas, lugares, ruas, que já não existem ou que estão em vias de desaparecimento, numa constante enumeração dessa memorabillia, como um movimento contínuo entre utopia e catástrofe, como se ressuscitar os mortos fosse uma forma de inscrevê-los na História.

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5.dezembro.2017 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã >Auditório Teatro das Beiras
Graça Ochoa e Alberto Carvalhal > “Viúva Papagaio”

viuva papagaio_pormenor

Esta é a história de uma viúva que parte em busca de uma herança e de um papagaio que vive sem liberdade. Tudo parecia um mar de rosas, mas a viagem complica-se… entre aventuras e atribulações a Srª Cage acaba por “bater no fundo”… Não fosse o amor dedicado ao papagaio James e a história teria um trágico desfecho!

Um espetáculo criado a partir do conto infantil “A Viúva e o Papagaio” de Virginia Woolf, considerado por muitos um hino de amor aos animais e atual­mente recomendado como leitura autónoma para o 5º ano de escolaridade pelo Plano Nacional de Leitura.

Nesta peça, a viúva é também papagaio e o papagaio é também viúva. A riqueza de um é a riqueza do outro, a liberdade de um é a liberdade do outro.

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7.dezembro.2017 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Companhia Paulo Ribeiro > “Um solo para a sociedade”

co.paulo ribeiro_um solo_antonio cabrita e sao castro

Um solo para a sociedade é a primeira peça de António Cabrita e São Castro enquanto diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro. Nesta peça, criada a partir do monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Süskind, os dois coreógrafos procuram aprofundar a reflexão sobre como as pessoas ocupam um território comum, abordando problemáticas que norteiam a condição humana, tais como o amor, a liberdade, a escolha, a identidade; ampliando o gesto como movimento elaborado e exteriorizado dessa reflexão. O confronto do eu e dos outros, do barulho e do silêncio, em som visível no corpo. Um solo diante da sociedade, o público. Um público que observa o indivíduo, um intérprete que observa a sociedade.

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16.janeiro.2018 [3ª feira] > 14h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Pé de Pano > “Danças a Nascer”

mariabelocosta_danças a nascer

Danças a Nascer é um espetáculo que liga a Dança e a força sonhadora das imagens sugeridas pelas palavras. Constrói-se a partir das perguntas: como podem as Danças Nascer? ou, de onde partimos para criar uma coreografia? Tendo uma componente visual muito forte, explora o Desenho em tempo real e a Dança que, em conjunto ou de forma alternada, vão modificando o espaço que tão depressa é concreto como logo a seguir se torna abstrato e poético. Brinca-se com sensações e emoções, a suavidade, a curiosidade, a alegria, a velocidade, a fúria, o ser pequeno e muito comprido, rastejar ou voar. Brinca-se com histórias tão antigas como o nascimento e a evolução do tempo, do homem e da linguagem. Num movimento cúmplice, aquele que parece ser o espaço exclusivo da performer transforma-se: os meninos são solicitados para a cena como num jogo, para experimentarem, apelando à sua memória, cores, sons, papel, ao seu próprio movimento e corpo. O Espetáculo torna-se Oficina, por momentos, mas volta a si. A performer recupera o seu lugar. E tudo poderia entretanto recomeçar…

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18.janeiro.2018 [5ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
Hotel Europa > “Portugal Não É Um País Pequeno”

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Portugal Não É Um País Pequeno reflete sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, em particular a vida dos antigos colonos portugueses através dos seus testemunhos reais. O texto deste espetáculo foi criado através de um processo de verbatim, que significa copiado palavra por palavra, o que se traduziu na escrita de um texto de teatro que utiliza fielmente as palavras das pessoas entrevistadas sobre a sua vida em África no Período Colonial Português. A metodologia seguida combinou a recolha de testemunhos dessas pessoas e uma detalhada pesquisa de historiográfica, criando um texto que retrata a complexidade da história recente em Portugal, no caso do fim do colonialismo português. Com este trabalho quero investigar histórias reais que se tornaram memórias e que com o tempo foram herdadas; estou interessado em situações onde as pessoas reais contribuem para contestar e reconstruir identidades culturais; estou interessado na forma como o teatro pode contribuir para a reescrita da história, dando voz a um grupo silenciado, trabalhando assim na transmissão da memória entre gerações.

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19.janeiro.2018 [6ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida
Rui Horta > “Vespa”

ruihorta_vespa

Uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria conceção do registo público e privado.  Este solo é uma possibilidade, uma fractal, marca fugaz.

Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite hoje a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência.
Ou é ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja.

Uma vespa dentro da cabeça, um zumbido a roer o pensamento.

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27.janeiro.2018 [sábado] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras
João Cardoso e Victor Gomes > “Adapted to Y&Y”

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Um par de corpos, dois criminosos, dois amantes, dois pares de mãos. Par que procura apaziguar-se a si e ao conjunto, par que procura uma identidade comum, resultado de uma adaptação de Bonnie&Clyde, dois criminosos que marcaram a história do crime Americano, tornando-se personagens mediáticas. Num palco com um toque “hollywoodesco” dois bailarinos lançam-se descobrindo um bailado, uma performance pictórica que tenta visualizar uma história já antes contada.

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31.janeiro.2018 [4ª feira] > 21h30 | Covilhã > Auditório Teatro das Beiras              2.fevereiro.2018 [6ª feira] > 21h30 | Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida
Mafalda Saloio > “Brisa ou Tufão”

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Brisa ou Tufão é um espetáculo de teatro sobre a força e a leveza do ar que nos rodeia. Sobre a importância de conviver com o invisível que sopra. De rasgar janelas e celebrar o ar! Dependendo da sorte geográfica, emocional e humana, este ar pode fazer-nos brisa ou tufão.
Uma mulher viaja por entre terras, mede o ar e areja lugares. Para prevenir catástrofes, ensinar-nos a conviver com este invisível suave e rebelde da vida. O que fazemos quando temos taquicardia, quando estamos cabisbaixos, quando o lufa-lufa do quotidiano nos tira o ar?
Brisa ou Tufão é um espetáculo que nos fala de como resistir celebrando a vida.
Uma “técnica de leveza e bem-estar” que traz dentro do seu Kit soluções caseiras para tornar tudo mais simples.
Um espetáculo sobre a beleza das coisas simples.

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Y PÚBLICOS -EIXO DE PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICO-PEDAGÓGICA

Y PÚBLICOS integra uma programação artístico-pedagógica conectada com os espetáculos do Festival Y#13 que valoriza o envolvimento e participação de diferentes segmentos de público (crianças, jovens e adultos), no sentido da sensibilização e formação para e com as linguagens mais emergentes das artes performativas. 

COMUNIDADE DE ESPETADORES, mediação de Sílvia Pinto Ferreira                           Um espetáculo reúne uma comunidade efémera. Lado a lado, corpo a corpo, durante um aqui e agora circunstancial, o público separa-se com aplausos. MAS e se o público ficar e partilhar entre si os seus diferentes encontros com o espetáculo? Quantos encontros mais surgirão? A Comunidade de Espetadores consiste em encontros entre espetadores para partilha de sentidos e perspetivas sobre quatro espetáculos do Festival Y#13.

29.11.2017 > Canas 44 / Amarelo Silvestre
07.12.2017 > Um solo para a sociedade /Companhia Paulo Ribeiro
18.01.2018 > Portugal não é um país pequeno / Hotel Europa
31.01.2018 > Brisa ou Tufão / Mafalda Saloio
Local: Café-concerto do Teatro das Beiras | Duração: 40 min. (após espetáculo) – sujeito a inscrição

 

CURSO Uma pequena história da performance, dirigido por Magda Henriques  

Ação de formação orientada por Magda Henriques na qual se estabelece uma aproximação à história da Performance, identificando alguns dos traços definidores deste género artístico e explorando, sobretudo, alguns dos seus momentos particularmente intensos.

20 e 21.01.2018 > 10h às 13h e das 15h às 18h
Público-alvo: público em geral >16 anos e estudantes universitários (sujeito a inscrição)

 

OFICINAS DRAMATÚRGICAS Canas 44, dirigidas por Fernando Giestas/Amarelo Silvestre

27 e 28.11.2017 > Café-concerto do Teatro das Beiras

Público-alvo: Turma do Ensino Secundário e Grupo de Seniores

 

ENSAIO ABERTO seguido de Conversa com Equipa Artística

Um solo para a sociedade /Companhia Paulo Ribeiro

07.12.2017 | Auditório Teatro das Beiras

Público-alvo: Estudantes do ensino secundário e ensino artístico

 

OFICINAS DE MOVIMENTO Danças a Nascer, dirigidas por Maria Belo Costa

17, 18 e 19.01.2018

Público-alvo: Turmas do Pré-escolar

Local: Escolas do Ensino Pré-escolar

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